O superintendente de Infra-Estrutura da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Mozart Litwinski, explicou que a Malha Nordeste é fundamental para todas as empresas integrantes do consórcio. Interessa à Vale porque ela se interliga à Ferrovia de Carajás e à Centro Atlântica (ex-malha da Rede de cujo controle Vale e CSN participam), que por sua vez alcança a Estrada de Ferro Vitória Minas, pertencente à Vale.
Para a CSN especificamente, a Nordeste é importante por alcançar o Porto de Pecem, no Ceará, pelo qual a siderúrgica escoará a produção da minimill (usina de alta tecnologia, que produz grandes quantidades de aço com pouca mão-de-obra) que está construindo naquele Estado. Quanto ao grupo Vicunha, tem vários investimentos no Nordeste, incluindo uma fábrica de latas de folha de flandres, a Metalic, e a ferrovia servirá para o transporte da sua produção.
Litwinski explicou que o consórcio - no qual a Taquari tem 40%, a CSN, 20%, a Vale, outros 20% e a ABS (Bradesco) os 20% restantes - ainda não decidiu quanto investirá na Malha. Para atender à demanda reprimida calcula-se que serão necessários R$ 36 milhões em cinco anos. Se, porém, o movimento da malha for superior ao que se imagina, o consórcio investirá cerca de R$ 100 milhões em 10 anos.

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