Tratamento de dejetos de suínos terá selo de validação técnica
Vânia Casado
De Curitiba
As várias tecnologias de tratamento de dejetos de suínos oferecidas aos suinocultores serão submetidas a uma avaliação e depois receberão um selo de validação tecnológica. As entidades responsáveis por essa avaliação serão a Universidade Federal do Paraná e a Fundação da UFPR para o Desenvolvimento da Ciência, da Tecnologia e da Cultura (Funpar), através de convênio firmado com o Sindicato da Indústria da Carne (Sindicarnes) e a Associação Paranaense de Suinocultores (APS).
O convênio será assinado nesta segunda feira, às 11 horas na Assembléia Legislativa, onde será discutida a necessidade de as propriedades se adequarem à legislação ambiental, que proíbe o descarte dos dejetos de suínos sem tratamento nos rios e lagos. Com o selo de validação tecnológica, os suinocultores poderão ser orientados sobre qual a tecnologia mais recomendada para o dejeto de suínos, entre tantas oferecidas aos criadores.
O diretor executivo do Sindicarnes, Péricles Salazar, admite que a maioria das propriedades suinícolas do Paraná está em desacordo com a legislação ambiental. Mas a adequação das propriedades exige investimentos avaliados em R$ 23 milhões, já solicitados ao BNDES. Ocorre que o banco negou o financiamento, argumentando que já havia feito empréstimo semelhante com os suinocultores catarinenses e estava enfrentando um alto índice de inadimplência na devolução dos créditos liberados.
Com a resposta negativa, as entidades como Sindicarnes, APS, Funpar, UFPR se uniram à Fundação ABC (Arapoti, Batavo e Castrolanda), quando assinaram um termo de compromisso com a universidade para desenvolver tecnologia capaz de melhorar o manejo para reduzir o impacto dos dejetos de suínos no meio ambiente. Isso signfica que os criadores e as entidades estão procurando fazer o dever de casa primeiro, antes de pleitear um novo empréstimo, salienta Salazar. Na prática estamos procurando alternativas para evitar que os dejetos de suínos continem poluindo lagos e rios e contaminando os lençóis freáticos.





