O governo anunciou com estardalhaço há duas semanas que as prestações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) iam baixar 6,25%; depois, corrigiu-se: apenas teriam reajuste menor. Só deixou de dizer que o benefício vai atingir um universo pequeno de mutuários, criando falsas expectativas.
O que ocorreu foi o seguinte: o governo baixou de 1,12 para 1,05 o Coeficiente de Equiparação Salarial (CES) - ou seja, reduziu de 12% para 5% o acréscimo que é aplicado à parcela inicial dos financiamentos pelo Plano de Equivalência Salarial (PES). Assim, vai fazer a troca do CES nas prestações de contratos assinados anteriormente. O CES foi aplicado apenas em contratos firmados a partir de 28 de julho de 1993 pelo PES. Ocorre que, em 1993, já eram poucos os contratos pelo PES, porque os bancos vinculavam seus financiamentos ao Plano de Comprometimento de Renda (PCR), sem o CES. Por isso, o número de mutuários que terão direito ao reajuste menor será reduzido e concentrado basicamente na CEF, onde 68.175 contratos serão recalculados. No Bradesco, por exemplo, nenhum contrato será revisto. No texto da página 3D, o leitor pode conferir quem e quando tem direito ao recálculo.
Em breve, deverá ser anunciado o corte na taxa de seguro, mas apenas para novos contratos. O mercado espera que o governo seja mais criterioso e objetivo, evitando divulgar informações imprecisas.

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