Curitiba - O administrador de empresas, Mamed Mourad, perdeu as contas de quantas vezes precisou ligar para o 'call center' de uma operadora de crédito para conseguir cancelar seu cartão. Só lembra que, do primeiro contato até seu pedido ser atendido, passaram-se quase três semanas. Segundo conta, foi uma maratona de ligações e esperas de até 20 minutos na linha, em um jogo de empurra de um atendente para outro e deste para o supervisor, para, finalmente, ouvir que o cancelamento seria efetivado.
Não satisfeito, Mourad decidiu formalizar o pedido em um documento que encaminhou por fax à financeira. Isso porque foi informado por um dos atendentes que, mesmo após o cancelamento, ele seria responsável por eventual uso indevido do cartão.
A psicóloga Aline Pinto Guedes passou por transtorno semelhante, mas para cancelar uma linha de telefone fixo. Foram 15 dias de muito exercício de paciência para resolver sua situação. Aline relatou que a ligação para a operadora caía em uma gravação e ela nunca era atendida. A estratégia foi teclar uma das opções de aquisição de linha ou de outros serviços - pois, dessa forma o atendimento era ágil- e exigir que seu problema fosse resolvido.
Aline chegou a ameaçar que iria acionar o Procon, pois além do incômodo de ter que ligar várias vezes para a operadora, sem sucesso, teve que enfrentar uma longa e cansativa tentativa de convencê-la a desistir do cancelamento. Outro agravante, segundo ela, foi que teve que pagar valor proporcional pela assinatura, mesmo com a linha ociosa, durante o período em que tentou cancelar o serviço.(A.L.)

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