Transporte sofre com aumento dos custos
A nova tarifa de Contribuição ao Financiamento da Seguridade Social (Cofins), em vigor desde o último dia 1º, caiu como uma bomba na cabeça dos sócios da transportadora londrinense Falcão, que funciona na Avenida Winston Churchill, no Parque Ouro Verde (zona norte). O imposto vai impactar violentamente nossos serviços, diz o sócio-administrador Milton Batista de Castro.
Para manter clientes como Nestlé, Gessy Lever e Klabin em sua carteira é preciso apresentar um bom serviço. A frota própria de 72 caminhões da transportadora londrinense Falcão atende 30% do volume total de cargas que possui. Os outros 70% são feitos pela empresa através de caminhoneiros agregados, permissionados e autonômos, assegurando trabalho para, pelo menos, 300 pessoas físicas, além dos 200 empregados distribuídos em 25 filiais pelo País. Nossa despesa deve aumentar em cerca de 3,8%, calcula ele, a grosso modo.
Em 2003, seu faturamento chegou a R$ 48,6 milhões, conquistando um crescimento de 10% em relação ao faturamento do ano anterior, que foi de R$ 44 milhões. Mas a nova Cofins, que passou de 3% para 7,6% no último domingo, dissiparam as estimativas que Castro tinha de crescimento para 2004. A conjuntura mudou, mas ainda não parei para pensar, garante. A única certeza que tem sobre os fretes é de que o consumidor final vai pagar o pato ou os serviços vão diminuir. (G.K.)





