Curitiba - Curitiba registrou a segunda maior inflação entre as principais capitais brasileiras em junho. Com alta de 0,98%, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pesquisado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Capital só ficou abaixo de Porto Alegre (0,99%). O segmento de transporte foi o que registrou a maior alta (1,55%) em Curitiba, puxado principalmente pelo reajuste dos combustíveis (5,28%). No acumulado do primeiro semestre, o IPCA da Capital foi de 5,11%.
Os alimentos (1,49%) tiveram a segunda maior alta em junho em Curitiba. Os produtos que mais subiram de preço foram as hortaliças e verduras (29,28%) e os tubérculos, raízes e legumes (19%). Com exceção do setor de comunicação, que teve uma queda de 0,04% nos preços, todos os outros apresentaram alta: artigos para residência (1,26%), vestuário (1,06%), saúde e cuidados pessoais (0,59%), despesas pessoais (0,53%), habitação (0,30%) e educação (0,04%).
No acumulado dos primeiros seis meses do ano, os destaques na alta de preços registrada pelo IPCA foram a educação (8,29%), com destaque para os produtos de papelaria com alta 9,3%, e os transportes, principalmente por causa do aumento do preço do transporte público (11,58%). O IPCA refere-se às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte e abrange nove regiões metropolitanas do País, além dos municípios de Goiânia e Brasília.
Já o Índice de Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de junho em Curitiba também medido pelo IBGE que diz respeito às famílias com rendimento monetário de um a oito salários mínimos cujo chefe é assalariado, ficou em 0,82%, o maior entre as nove capitais pesquisados. No acumulado do ano, o INPC na Capital foi de 5,72%.
De acordo com o INPC, a única queda de preço também ficou por conta do segmento de comunicação (-0,08%). Entre os setores, alimentação aumentou em 1,36%, vestuário em 1,10%, artigos para residência em 1,01%, saúde e cuidados pessoais em 0,75%, transportes em 0,64%, despesas pessoais em 0,58%, habitação em 0,31% e educação em 0,14%.

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