Transporte encarece soja do Cerrado
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segunda-feira, 04 de março de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Os altos custos envolvidos no escoamento da soja do Cerrado para os portos exportadores são o principal gargalo da cadeia produtora no Brasil. A avaliação é de estudo elaborado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no início do ano. Uma das conclusões é a de que a competitividade brasileira depende, a médio prazo, da melhoria da estrutura de transportes na região, além de investimentos nos portos.
Utilizando dados coletados entre 1999 e 2000, o USDA aponta que o custo de produção da soja no Cerrado é, em média, 23% mais baixo do que o custo no meio-oeste americano. No cerrado, o custo seria, em média, de US$ 143/tonelada, contra US$ 187,76/tonelada, em média, nos Estados Unidos.
Apesar disso, o USDA aponta que a soja brasileira chega ao porto de Roterdã, na Holanda, com custo apenas 7% abaixo do produto norte-americano. Quando a exportação é feita para países do Pacífico, a vantagem passa a ser norte-americana.
O estudo do USDA mostra que os custos para escoamento da soja do Cerrado para os portos são onde o país mais perde competitividade em relação à concorrência argentina e norte-americana. Em 1998/99, por exemplo, carregar soja do Cerrado para algum porto exportador custou, em média, US$ 49/tonelada. Nos Estados Unidos, o custo médio para transportar soja do meio-oeste para o porto ficou em US$ 18/tonelada.
Os gastos totais entre o porto de origem e o porto de destino também favorecem aos EUA em detrimento do Brasil.


