Transportadores vão aumentar preço do frete
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sábado, 24 de janeiro de 2004
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os transportadores de carga garantem que vão aumentar o preço dos fretes no mês que vem entre 3% a 4,6%, em função do reajuste da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) de 3% para 7,6%, que deve ocorrer no dia 1º de fevereiro. As empresas argumentam que estão há vários meses sem repassar o aumento nos custos e que com a alta do imposto não dá mais para segurar.
Representantes das transportadoras devem ter uma reunião na próxima terça-feira com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, para discutir a questão tributária e expor algumas reivindicações da categoria. Segundo o diretor do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar), Aldo Fernando Klein Nunes, algumas transportadoras estão sem reajustar contratos há mais de um ano e que o aumento, que a princípio foi calculado somente em cima da alta da Cofins, pode ser ainda maior.
''Na reunião com o ministro vamos discutir, além da Cofins, outras questões que estão nos prejudicando. Somos um setor importante para o País, já que a maior parte do transporte é feito pelo sistema rodoviário. Então merecemos ser tratados como tal'', salienta Nunes.
Entre os assuntos que devem ser discutidos com Palocci, segundo Nunes, está a Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico (Cide), imposto sobre os combustíveis que deveria ser revertido em benfeitorias no sistema de transporte, mas entrou no bolo geral tributário e nunca foi usada para seu fim.
O presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens no Estado (Sindicam) do Paraná, Diumar Bueno, explica que esse reajuste não deve afetar os caminhoneiros. Segundo Bueno, o preço do frete pago a eles é regulado pela oferta e procura do mercado e não por aumento nos preços dos fretes das transportadoras. ''O valor pago aos caminhoneiros fica na mesma proporção da demanda.''


