Trânsito de animais terá nova portaria
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sábado, 07 de dezembro de 1996
Elvira Fantin<br>Sucursal de Curitiba 
O trânsito de animais no Sul do País será regulado por uma nova portaria a partir de 1º de janeiro de 1997. O novo documento deverá ser editado na próxima semana pela Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. Apesar de um pouco mais flexível que as anteriores, a nova portaria vai continuar restringindo a entrada de animais nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, para preservar os rebanhos daqueles dois Estados contra a febre aftosa.
A informação foi dada ontem pelo diretor de vigilância sanitária da Secretaria da Agricultura de Santa Catarina, Roni Barbosa. De acordo com ele, a nova portaria atende as propostas enviadas ao Ministério da Agricultura por vários Estados, entre eles o Paraná. A entrada de animais vivos em Santa Catarina está proibida desde setembro.
O trânsito precisa continuar restrito porque estamos aguardando a decisão da Organização Internacional de Epizootias (OIE) que só deverá sair em maio próximo, informou Barbosa. Segundo ele, o Estado de Santa Catarina já encerrou a sorologia no rebanho e o Rio Grande do Sul deverá concluir dentro de uma semana. Os resultados destes exames seguirão para Paris, onde a comissão de febre aftosa da OIE se reúne em janeiro, disse.
Segundo Roni Barbosa, depois desta reunião a OIE deverá enviar uma missão de técnicos para avaliar a situação dos rebanhos dos dois Estados. Só depois disso é que a OIE decide se concede ou não a declaração de área livre de febre aftosa para os dois Estados. Esta decisão deverá ser tomada em maio de 97, quando a Organização faz a sua reunião anual.
Todos os contatos que estamos tendo até o momento indicam que vamos conseguir obter esta declaração, acredita Barbosa. Segundo ele, se a declaração for concedida o trânsito terá que ser ainda mais restrito para preservar o mercado internacional para os dois Estados.
O diretor de Vigilância Sanitária de Santa Catarina acredita que o Paraná poderá também em pouco tempo obter a declaração de área livre de febre aftosa. Em maio de 97 o Paraná completa dois anos sem registro da doença e poderá pleitear à OIE a declaração de área livre da doença.
Segundo ele, a partir desta declaração os animais criados no Paraná poderão entrar livremente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Com isso, o Paraná também terá que restringir a entrada de animais de outros Estados, a exemplo do que estamos fazendo agora, prevê.
De acordo com Barbosa, os Estados com maiores problemas hoje na área sanitária animal são Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, onde foram registrados focos da doença este ano. Os Estados do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul têm um controle melhor da febre aftosa e estão há mais tempo sem a doença.


