A cana transgênica ainda não pode ser encontrada em campo, mas suas pesquisas já estão avançadas. Sabrina Moutinho Chabregas, especialista em biotecnologia do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), revela que essa nova tecnologia ajudará a elevar o potencial de produção da cana-de-açúcar brasileira. A pesquisadora explica que o estudo de uma varidade transgênica iniciou na década de 90, mas até agora não foi liberada. Porém, a pesquisadora espera que em breve ela seja aprovada para ser implantada em campo.
O CTC vem trabalhando em uma variedade com alto potencial de produção de açúcar e tolerância à seca. ''Em breve teremos uma cana com alto teor de sacarose, isso será um grande avanço para o mercado'', argumenta. Entretanto, Sabrina lamenta a demora para a implantação de um organismo geneticamente modificado, que prejudica o avaço do setor. Ela argumenta que a tecnologia proporciona uma maior produtividade, diminuindo a expansão desordenada da cultura.
A companhias alemãs Bayer e Basf já são parceiras do CTC na pesquisa de variedades de cana transgênica resistentes a herbicidas e a seca. Segundo dados fornecidos pelas instituições, a tecnologia pode ser até 25% mais produtiva do que as plantas convencionais. Para o diretor de pesquisa e desenvolvimento agrícola do CTC, Tadeu Andrade, o emprego da biotecnologia irá acelerar a entrega de um conjunto de tecnologias capaz de ajudar a alavancar o setor canavieiro. (R.M.).

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