A Transbrasil negou estar quebrada, e declarou-se surpresa ontem ao receber um pedido de declaração de falência e a suspensão preventiva de seus negócios na Bolsa de Valores de São Paulo. ‘‘Fomos surpreendidos por informações de que a General Electric Capital Corporation pediu a declaração de falência de nosso cliente Transbrasil’’, declara a nota publicada pelo advogado da linha aérea, Gianfrancesco Genoso.
‘‘Trata-se de um pedido de declaração de falência. A Transbrasil não está em falência nem existe risco de que isso ocorra’’, garante a nota. A General Electric Capital Corporation facilitou no passado um leasing para a compra de aviões, e atualmente as duas empresas estão com processos na justiça, explicou à Agência France Presse um porta-voz da empresa.
O advogado da Transbrasil informou que as empresas aéreas brasileiras, de acordo com a concessão de serviço público, ‘‘não podem ser submetidas e esse procedimento’’ de pedido de falência. Genoso garantiu que vai ‘‘tomar as medidas necessárias, não só para impugnar o pedido de falência, como também para que a Transbrasil seja ressarcida dos prejuízos que essa atitude injustificada, ilegal e intempestiva está ocasionando’’.
A Bolsa de Valores de São Paulo informou esta sexta-feira que, em caráter preventivo, ‘‘os negócios com ações de emissão da empresa estão interrompidos’’ até que se esclareça o pedido de falência.

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