Transbrasil pára por tempo indeterminado
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quarta-feira, 05 de dezembro de 2001
Das Agências<br>De São Paulo 
Todos os vôos da Transbrasil estão suspensos por tempo indeterminado. A empresa foi obrigada a paralisar todas as suas atividades devido à grave crise financeira que atravessa. A Transbrasil divulgou ontem comunicado anunciando a decisão, e informou que o principal problema foi o fato de não ter conseguido cumprir acordo fechado com a Shell. Desta maneira, a companhia está sem acesso a combustível para suas aeronaves.
A situação da empresa é grave, uma vez que acumula dívidas de mais de R$ 800 milhões, além de não ter pago os salários de outubro, novembro e a primeira parcela do 13º salário dos 2,1 mil funcionários.
Quem já tiver comprado passagens da Transbrasil para os próximos dias poderá trocar seu bilhete em outras companhias aéreas. Segundo a assessoria de imprensa da Transbrasil, os passageiros serão atendidos pela Gol, Varig, Vasp, Rio Sul, TAM e Pantanal. Os passageiros podem trocar os bilhetes por passagens de outras companhias até a meia-noite de quinta-feira.
Para isso, cada passageiros deverá procurar as outras companhias por conta própria e verificar va disponibilidade de passagens, além de pagar R$ 30 por bilhete, valor referente a taxa de embarque e ao seguro cobrado pelas companhias aéreas desde os atentados terroristas de 11 de setembro.
No comunicado, a Transbrasil faz questão de frisar que não está encerrando suas atividades definitivamente e espera encontrar formas de retomar as atividades, mas não informa em quanto tempo pretende retomar os vôos.
SEM AJUDA O governo federal não vai intervir na Transbrasil. A informação é do diretor-geral do Departamento de Aviação Civil (DAC), Venâncio Grossi, segundo a assessoria de comunicação do órgão.
A decisão de não intervir numa empresa aérea privada reproduz, na prática, a política de outras gestões do DAC ao longo da década passada, quando outras empresas aéreas passaram por dificuldades financeiras. Um dos casos foi a crise enfrentada pela Vasp, na primeira metade dos 90. Na época, a questão da intevenção foi levantada, mas o então diretor-geral do DAC Mauro Gandra recusou-se a intervir na empresa de Wagner Canhedo. A última inteferência estatal numa empresa aérea privada data de 1988, na mesma Transbrasil.


