O presidente da Transbrasil, Celso Cipriani nega que a empresa esteja fechando e afirma que ela vai continuar operando, com prejuízo, aguardando a oportunidade de voltar ''mais forte'' ao mercado. Cipriani disse que uma das alternativas para ''oxigenar'' a empresa seria o governo devolver cerca de R$ 330 milhões que foram recolhidos indevidamente de ICMS, no período de 1989 a 1994.
O Supremo Tribunal Federal considerou a cobrança inconstitucional, cabendo agora ao governo a devolução desse dinheiro. O presidente da Transbrasil discorda do conceito de que a crise na empresa seja decorrente de uma gestão equivocada. ''A crise é mundial e vem de longa data'', afirmou Cipriani. Ele confirma que os salários dos funcionários estão atrasados, mas disse esperar que nos próximos 10 dias a situação esteja normalizada. Os funcionários decidiram ontem aguardar até a semana que vem para resolver se entram ou não em greve.
Mesmo com o quadro atual de cancelamento de vôos pelas companhias áreas, o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Claudio Considera, não vê problemas de atendimento ao consumidor. Isso porque, segundo ele, as empresas que estão cancelando os vôos não têm o monopólio das linhas aéreas. Na prática, explicou, essas linhas poderão ser ocupadas por outras companhias.



Recentemente, observou, o governo reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre peças de reposição. E, logo após os atentados nos EUA, o Tesouro assumiu parcela do custo de seguros das companhias.

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