O Terminal de Cargas Aéreas Alfandegárias (Teca), no Aeroporto Internacional de Londrina vai agilizar a importação e a exportação de mercadorias da região. O controle será feito por um departamento protegido pelas normas aduaneiras e segue o modelo de Curitiba e Foz do Iguaçu. A Receita Federal de Londrina e a Infraero serão os órgãos responsáveis pela coordenação da operação.
Porto seco é a denominação mais conhecida de zona alfandegária aérea, que dispensa os tradicionais portos marítimos. Seu objetivo é centralizar o recebimento e o despacho de mercadorias entre o Brasil e outros países. Para a importação, os empresários locais não vão mais precisar deslocar sua frota até as zonas aduaneiras.
''Ao invés da encomenda ficar parada nas regiões portuárias, ela vai chegar de caminhão e agilizar o processo'', explica Sergio Gomes Nunes, delegado da Receita Federal.
A indústria da região será beneficiada com uma redução nas taxas da logística de envio, pois até agora, o locais mais próximos para o procedimento eram os portos de Campinas, Curitiba ou Foz do Iguaçu. ''O serviço traz também aumento na arrecadação local e no setor de serviços para atender a demanda'', destaca Nunes.
O modelo já existe em outras 32 cidades como Campinas e Joinville e os reflexos na economia local devem vir a longo prazo. Ao centralizar as operações do Norte do Estado, em Londrina, as áreas de alimentação, comércio e hotelaria tendem a sentir os primeiros reflexos positivos. ''É uma soma de atividades que trará uma nova demanda'', acrescenta o delegado da Receita Federal.

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