Tráfego aéreo de passageiros tem queda de 19,1% no País
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de julho de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro O tráfego de passageiros nos vôos domésticos diminuiu mais uma vez em junho. Caiu 19,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Departamento de Aviação Civil (DAC). Esta é a décima primeira queda mensal consecutiva e a maior dessa série. Para consultores, o recuo reflete o ambiente recessivo da economia. Em maio, houve queda de 16,3%. As maiores reduções de demanda foram da TAM (-28,1%) e do Grupo Varig (-26,6%), que pretendem se fundir.
Não tem havido crescimento no transporte aéreo desde julho do ano passado, quando o tráfego havia aumentado 1,9% sobre igual período no ano anterior. A ocupação média nos jatos das empresas brasileiras ficou em 58%, abaixo da média considerada como saudável pelo DAC - entre 60% e 65%. No semestre, o setor acumula queda de 9,1% sobre os primeiros seis meses de 2002. Nos vôos internacionais, o recuo fica em 2,7%.
''O transporte aéreo é sempre um espelho da recessão ou do crescimento da economia de um País. E começa a se desacelerar antes mesmo da evolução do PIB (Produto Interno Bruto). O resultado de junho é uma prova do aprofundamento da recessão'', diz o consultor Paulo Roberto Bittencourt Sampaio.
Além da devolução de jatos da Varig, a TAM desativou parte da frota de Fokker 100. A retração da demanda levou ao encolhimento da participação de mercado das duas empresas. Juntas, elas respondiam em junho de 2002 por 73,5% da demanda doméstica. No mês passado, a fatia passou para 66%. O Grupo Varig responde, agora, por 33,5% do mercado doméstico, enquanto a TAM detém 32,5%. Já a demanda da Gol cresceu 31,4% em junho. Com isso, a fatia de mercado da empresa avançou de 12,2% no ano passado para 19,9% em junho.
O fluxo de passageiros nos vôos internacionais das empresas brasileiras encolheu 7,3% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado (o DAC não inclui os vôos realizados pelas companhias internacionais). A ocupação da TAM e da Varig nos vôos para o exterior - as duas com 71% - foi superior a das rotas domésticas. Do tráfego internacional das empresas brasileiras, a Varig executa 87,3%.


