Tradição deve impulsionar vendas para Dia das Mães
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quinta-feira, 22 de abril de 2004
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Ao que tudo indica, a tradição deve ser a principal força propulsora do comércio no próximo Dia das Mães. Pesados investimentos em mídia darão lugar a tímidas campanhas institucionais e os presentes se restringirão às necessidades das matriarcas.
Segundo o empresário Marcelo Cassa, diretor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), a expectativa é positiva porque essa é a segunda melhor data do ano depois do Natal. Até março, o comércio local registrou um aumento entre 10% e 20% comparado ao primeiro trimestre do ano passado. ''Esperamos que o resultado se repita de abril a maio'', disse Cassa. Para isso, ele acredita que é fundamental preço acessível, bom atendimento e publicidade.
Para o Dia das Mães, os shoppings da cidade deixarão as promoções por conta dos próprios lojistas. Ainda assim, a expectativa é vender 5% mais que em 2003, afirma Francisco Simões, gerente de marketing do maior shopping de Londrina.
No comércio do Centro, a rede de Lojas Riachuelo espera um aumento de 25% a 30% na venda de roupas femininas. ''Com o direcionamento do produto e a adequação de estoque conseguimos a segunda melhor posição da rede em março. Aliado a isso, esperamos que o frio chegue mais cedo'', disse o gerente da loja em Londrina, Carlos Roberto de Júlio. Segundo ele, a rede diminuiu o investimento em mídia este ano para concluir um projeto no Nordeste.
A estudante Priscila de Martini disse que vai comprar um faqueiro para a mãe porque ela está precisando. Com base em pesquisas, ela precisará desembolsar cerca de R$ 200,00 para adquirir o presente. A secretária Grasiela Busnardo ainda está em dúvida quanto ao produto que, de acordo com suas contas, não poderá passar dos R$ 50,00. Cláudia Aparecida Vanzo, gerente de uma loja de perfumes, terá o dobro da tarefa porque precisa presentear a sogra também. ''Agradar a mãe até que não é tão difícil, mas a sogra...''.
O vendedor André Lima Gonçalves foi flagrado, ontem, conferindo os novos modelos de celular numa vitrine. Segundo ele, o aparelho da mãe não é muito usado, mas ele quer trocá-lo. Para isso, o vendedor deverá gastar, aproximadamente, R$ 400,00. O único entrevistado que não vai comprar um presente para a mãe é Ronny Vieira que está a milhares de quilômetros de sua terra natal. Natural de Cabo Verde (África) está em Londrina há três meses para estudar pilotagem comercial. Lá, o Dia das Mães é comemorado em 8 de março e o presente foi um telefonema.


