Tradição autoritária nos tributos é histórica
A tradição autoritária de governos é um fato histórico em países da América Latina. A afirmação é do cientista político, Lúcio Rennó, que também é professor do Centro de Pesquisas e Pós-graduação sobre as Américas (Cepaq), da Universidade de Brasília (UNB). Entre outras coisas, o estudioso ressalva que, no caso brasileiro, a federalização ainda se destaca, não tendo um estado centralizador na cobrança de tributos, ficando para os estados e municípios boa parte da arrecadação.
Sobre a possibilidade da Reforma Tributária ter um caráter marxista, o professor lembrou que a reforma centraliza tributos federais e não os que são dos estados e dos municípios. Ele lembrou, porém, que a Constituição de 1988, centralizou ainda mais o poder de decisão política nas mãos do executivo federal. Segundo ele, fora da questão tributária, a tradição centralizadora de poder se vê de maneira clara em países do Cone-Sul (Chile, Argentina, Uruguai). Questionado se os governos poderiam ter um posicionamento ideológico marxista ou capitalista, o estudioso esclareceu que as duas linhas de pensamento são muito comuns em governos latinos.(E.P.F.)





