Trabalho temporário pode se tornar efetivo
Se o primeiro semestre de 2009 foi considerado devagar quase parando em vários setores da economia brasileira, o segundo semestre tem demonstrado que vai de vento em popa, só para usar dois jargões populares. As contratações temporárias, para suprir as necessidades das empresas por conta das compras de final de ano, também cresceram em quase todo o Brasil. Só a rede de supermercados Carrefour contratou 2.450 funcionários temporários em 17 estados brasileiros.
Em Londrina as contratações para o período das festas de final de ano devem passar de 2 mil. Muitas destas vagas abertas agora podem ser efetivadas no próximo ano. Segundo um estudo da Associação Brasileira de Empresas de Serviços Temporários, num ano normal, perto de 30% das vagas temporárias acabam se tornando efetivas no ano seguinte. Conforme Silvio Lopes, diretor do Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina (Sescap-Ldr) e sócio proprietário da empresa Labor, muitas vezes o funcionário é contratado por um período curto como este para suprir o aumento da demanda das empresas no final do ano, e depois consegue ser efetivado. ''Este período também serve para uma espécie de avaliação do funcionário. Depois que termina o contrato temporário, quando a empresa precisa efetivar uma pessoa, ela procurará entre as que tiveram melhor desempenho'', explica Lopes.
Hiper e supermercados, lojas de todos os portes, magazines, quase todas precisam ampliar seus quadros nem que seja por um período de duas ou três semanas em dezembro apenas para atender o fluxo de pessoas. O mercado Super Muffato está contratando oitenta pessoas em Londrina para as suas lojas.
As que não podem contratar estão flexibilizando os horários dos funcionários ou pagando horas extras que acabam engordando um pouco o salário do último mês do ano.
Segundo Lopes, também aumentou muito o número de contratações no setor industrial. ''Hoje em Londrina pelo menos 50 indústrias estão contratando'', disse ele.
Até mesmo os escritórios de contabilidade, se pudessem, estariam optando por funcionários temporários. ''Nos últimos três meses do ano o serviço nas empresas de contabilidade triplica. O problema é que, no nosso caso, os funcionários precisam ser especializados e esta é uma mão de obra escassa no nosso setor. Não podemos trazer para a empresa uma pessoa totalmente inexperiente para trabalhar dois meses. É contraproducente'', diz o presidente do Sescap-Ldr, Marcelo Odeto Esquiante.
Segundo ele a falta de mão de obra especializada no segmento da contabilidade é tão grande que o próprio sindicato tem uma escola oficina para formar novos funcionários para o segmento. ''A Escola Oficina tem feito um excelente trabalho e colocado no mercado vários novos funcionários. O que notamos é que existe sim falta de emprego, porém, o problema é mais grave entre os que não tem qualquer especialização'', diz Esquiante.
Fonte: Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e
Contabilidade de Londrina (Sescap-Ldr)





