Trabalho muda vida de garotos
Há cincos anos e meio, Valdir Barbosa da Silva, de 21 anos, trabalha como auxiliar de escritório no departamento financeiro do Inbrape. Satisfeito, ele disse que só retomou os estudos depois que arranjou o emprego. Eu havia parado na 5ª série e fiquei estimulado a voltar à escola. Neste ano, terminei o segundo grau e agora penso em fazer faculdade, contou. Neste período, Silva também se casou e teve dois filhos.
Ele disse que não conseguia um trabalho registrado por causa do preconceito. As pessoas ficavam receosas por causa do local onde eu moro, afirmou ele, que antes fazia bicos carregando caixas de verduras em mercados. Minha vida mudou, eu cresci muito.
O operador de máquina de xerox, Paulo Cesar Pereira da Rocha, de 18 anos, trabalha há 12 meses na MC Cópias. Antes disso, trabalhou quatro anos na Embrapa. Ele contou ter procurado o Núcleo quando tinha 13 anos porque estava preocupado com o futuro. Queria me desenvolver, aprender, ter contato com coisas novas. Meu bairro é violento e eu ficava conversando com os colegas na rua, sem fazer nada. Se tivesse continuado assim, poderia ter ido para um mau caminho.
Rocha recebe um salário mensal de R$ 220, dinheiro fundamental para colaborar nas despesas de casa. Ele mora com a mãe e quatro irmãos e disse ter realizado um sonho, que foi a compra de uma moto. Estou trabalhando e estudando para ter um futuro melhor.
O gerente de loja da MC Cópias, Alexandre Huhmann, emprega dois funcionários ligados ao projeto do Núcleo Espírita Irmã Scheilla. Eles nunca fizeram nada que os desabonassem. Ao contrário, são mais esforçados do que muitos empregados que já tivemos, revelou. Huhmann aprova e recomenda a contratação dos meninos. É uma boa forma das empresas contribuírem com a sociedade. (C.L.)





