A contratação de trabalhadores com carteira assinada apresentou um saldo positivo de 0,5% em julho. No mês, foram criados 105,8 mil empregos formais, segundo levantamento do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), realizado pelo Ministério do Trabalho. No ano, o total de postos de trabalho gerados chega a 695,9 mil. Isso quer dizer que as contratações com registro superaram as demissões em 3,39%.
O Ministério do Trabalho destaca que o resultado acumulado nos sete meses do ano, em termos percentuais, também é o mais alto já verificado no Caged. O melhor desempenho tinha sido o de 1993. De janeiro a julho daquele ano, houve um saldo positivo de 1,52% nas contratações. O aumento das contratações, na avaliação do ministério, tem três motivos: 1) O crescimento econômico vem criando um contexto macroeconômico favorável. 2) A reação de setores, como a construção civil e as instituições financeiras, que vinham apresentando expressivos resultados negativos na contratação de mão-de-obra. 3) A grande geração de empregos no setor agrícola que, apesar dos fatores sazonais, é considerado sem precedentes na série histórica do Caged.
Em julho, a principal razão para o crescimento do nível de emprego formal foi a geração de 34,2 mil novos postos de trabalho no setor de serviços. A agricultura (25,6 mil vagas), a indústria de transformação (21,5 mil vagas) e o comércio (16,3 mil vagas) aparecem em seguida.
Indústria A atividade da indústria paulista cresceu 7,3% nos primeiros sete meses do ano na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Fiesp, divulgados ontem. A entidade estima que o ritmo de crescimento da produção vai se manter nos próximos meses e revisou a projeção para o Indicador de Nível de Atividade (INA) deste ano. A previsão inicial era de uma expansão de 5% sobre 1999 e passou agora para 5,3%.
Segundo a diretora do Departamento de Pesquisas Econômicas, Clarice Messer, as incertezas geradas pelo repique da inflação não estão sendo empecilho para a recuperação da produção. ‘‘Houve uma melhora das expectativas para o ano como um todo’’,disse.O aumento da produção vem sendo puxado pela indústria de material de transportee siderúrgica, motivado em grande parte pela recuperação do setor automotivo e ferroviário. Em julho, o INA teve elevação de 0,9% sobre junho. As vendas reais da indústria cresceram 0,4% sobre junho e 14,5% sobre julho de 1999. O faturamento real do setor, segundo o diretor da Fiesp e ex-membro do Sindipeças, Franz Reimer, cresceu 10% no período e pode fechar o ano em US$ 11,4 bilhões.

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