O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu apenas 0,07% em outubro em relação a setembro, registrando o pior desempenho do mercado de trabalho formal no ano. No mês, foram criados 15.442 postos de trabalho com registro em carteira. O resultado pouco expressivo de outubro se deve à perda de 58.239 empregos na agricultura. Houve uma variação negativa de 5,24% nas contratações no setor.
Como resultado do fraco desempenho, o nível de emprego verificado em outubro ficou abaixo do índice do mesmo período do ano passado (0,08%). No ano, o total acumulado de novos postos de trabalho chega a 882.919. Isso representa um aumento de 4,3% em relação ao estoque de empregos formais contabilizado em dezembro de 1999. Os dados fazem parte da pesquisa mensal realizada pelo Ministério do Trabalho, com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Nos serviços industriais de utilidade pública (como serviços de energia elétrica) e na indústria de alimentos e bebidas também ocorreram perdas de postos de trabalho. A variação negativa foi de 0,4% e de 0,18%, respectivamente
O reflexo da perda de vagas na agricultura foi constatado em Estados com atividade agrícola elevada, como Minas Gerais. No Estado, o nível de empregos formais ficou negativo em 1,11%.
Nas áreas metropolitanas, a única queda ocorreu em Salvador, onde a taxa de crescimento do trabalho com registro em carteira ficou negativa em 0,04%. Nas demais aglomerações urbanas, houve aumento do emprego formal, e a média alcançada foi de 0,39%.

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