Trabalhadores temporários comemoram
''O Natal de 2004 não foi tão bom mas a Páscoa 2005 promete ser gorda'', afirma Lucilene Ribeiro dos Santos, 31 anos. Desde a última segunda-feira ela trabalha empacotando ovos de Páscoa na fábrica da Itamaraty. Lucilene era promotora de vendas, mas estava desempregada há três anos e meio. '' Foi uma benção conseguir emprego agora'', ressalta.
O chocolate entra por um lado da máquina onde cai nas formas - que são retiradas do outro lado e levadas por uma esteira. As cascas são retiradas das formas e vão para outra máquina onde recebem mais uma camada de chocolate. Depois de mais alguns metros na esteira as cascas chegam até os operários. Alguns colocam o recheio enquanto outros, logo após, envolvem os ovos em papel. Em seguida, os trabalhadores se revezam colocando o suporte, o papel, o laço e a marca da fábrica.
Lucilene assim como a colega dela Lucimara Salles, 30 anos, não imaginavam como os ovos de Páscoa eram produzidos. ''Eu nunca pensei que tivesse trabalho manual em uma fabricação de ovos de chocolate'', revela. Este é o segundo ano que Lucimara trabalha na linha de produção de ovos de páscoa na empresa. ''Vi que mesmo tendo trabalho manual tudo é muito limpo. Passei a confiar mais nos produtos'', diz.
Marta Marli dos Santos, 33 anos, também trabalha embalando ovos de chocolate. Ela estava desempregada há quatro meses - o último trabalho havia sido como costureira de estofados. ''Trabalhar aqui é melhor, o serviço é mais leve'', compara.
O rendimento mensal de cada uma delas gira em torno de R$ 427, mais benefícios, para uma jornada de oito horas diárias. Todas sonham com uma possível efetivação. ''Precisamos trabalhar bem. Pelo menos garantimos a contratação do para o trabalho da próxima Páscoa'', opina Lucimara. (J.W.)





