Curitiba - Os trabalhadores das empresas fornecedoras de peças para as montadoras Volkswagen Audi e Renault, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, decidiram manter a greve iniciada na última terça-feira. Em assembléia, na manhã de ontem, a proposta de conciliação sugerida pela Justiça foi rejeitada pela maioria.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), Cláudio Gramm, assembléias serão realizadas todos os dias e caso não haja uma nova proposta, que atenda os interesses da categoria, a paralisação continuará. A entidade não tem um levantamento preciso do volume de peças que deixou de ser produzido nesse período, mas estima o comprometimento de um terço da produção. Gramm assegurou que a Renault, por exemplo, já está tendo dificuldades quanto ao fornecimento de pára-choques.
O que está agravando o clima de descontentamento entre os trabalhadores, afirmou o sindicalista, é o remanejamento de trabalhadores dos setores administrativos, nesse período de greve, para cumprir funções na área de produção.
Os trabalhadores reivindicam abono salarial de R$ 700, o mesmo que foi dado aos metalúrgicos das montadoras nas últimas negociações de data-base. A proposta da Justiça foi a antecipação de R$ 300, referentes à participação nos lucros e resultados (normalmente, paga em janeiro), e o não desconto das horas paradas no período da greve. As empresas argumentam que o abono não estava previsto no acordo coletivo e, por isso, não será pago.

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