Curitiba - Representantes sindicais reivindicaram ontem a aplicação de recursos federais em obras sociais que beneficiem os trabalhadores, na geração de empregos e na melhoria do sistema público de saúde. Os pedidos fazem parte da Carta de Curitiba, redigida durante a Primeira Jornada pelo Desenvolvimento com Distribuição e Valorização do Trabalho. De acordo com o diretor da Força Sindical, Paulo Zanetti, existe a necessidade de que os valores liberados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sejam usados em Curitiba e no restando do Estado para resolução de problemas crônicos existentes principalmente na área de saúde.
Dos R$ 177 milhões que estão sendo liberados pelo PAC, R$ 91 milhões terão que ser devolvidos pelo Município (contrapartida ou empréstimos). As obras deverão gerar, segundo o prefeito Beto Richa (PSDB), mais de 2 mil empregos diretos e indiretos em áreas de risco social porque os valores serão aplicados em urbanização de favelas. O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, disse que o momento brasileiro está mais adequado para avanços sociais por conta do processo inflacionário estável - antes a inflação chegava a 84% por mês e hoje é de 4% ao ano.

mockup