Trabalhadores protestam em frente ao Palácio
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quinta-feira, 08 de agosto de 2002
Denise Angelo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os funcionários da montadora Renault decidiram pela paralisação em assembléia realizada por volta das 5 horas. No início da manhã, optaram por cruzar os braços e cobrar empenho do governo na negociação com diretores da montadora. Para evitar demissões, os metalúrgicos acreditam que é necessário forçar a Renault a nacionalizar as peças que compõem os veículos. Atualmente, segundo o sindicato, somente 2% das peças dos modelos Clio e Scénic são produzidos no País.
Os metalúrgicos permaneceram no complexo Ayrton Senna até as 10h30. Depois seguiram para o Palácio Iguaçu, num comboio formado por sete ônibus. Como não conseguiram uma audiência imediata com representantes do governo, decidiram ir até a Assembléia Legislativa pedir aos deputados que ajudassem a abrir um canal de negociação com o governo.
Mas na Assembléia Legislativa os trabalhadores encontraram apenas os funcionários. Não havia deputados por lá. E por mais que os assessores se esforçassem para explicar que os parlamentares estavam em viagem, os trabalhadores não se conformavam. ''Nós começamos a trabalhar às 5 horas. Agora são mais de 11 horas e eles ainda não apareceram por aqui'', comparavam os metalúrgicos.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Cláudio Gramm, disse que o protesto era contra o governo do Estado e não contra a Renault. ''Na hora de fazer propaganda o governo aparece, mas quando surge um problema ele faz como um avestruz, esconde a cabeça'', dizia revoltado. Segundo ele, os problemas com a Chrysler começaram da mesma maneira e a montadora acabou fechando.
Por volta do meio-dia, o sindicalista Núncio Manalla recebeu um telefonema do secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Nilton Grein, informando que a comissão de representantes dos trabalhadores seria recebida.


