Trabalhadores protestam em frente à Diplomata
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
Os 550 funcionários que foram demitidos do abatedouro da Diplomata em Londrina realizaram ontem pela manhã um protesto pacífico em frente à empresa para reivindicar os pagamentos da rescisão trabalhista, que engloba a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e seguro desemprego. A indústria, que possui sede em Cascavel, suspendeu suas atividades na cidade há cerca de 15 dias, justificada por uma possível ''crise no setor aviário''. Além de abatedouros, a empresa atua também com a criação de aves, produção de farelo e óleo de soja e unidades de produção de sementes em diferentes unidades do Paraná.
De acordo com o diretor-secretário do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentos de Londrina, Valdecir Ribeiro Mendes, os vencimentos dos trabalhadores deveriam ter sido pagos no última segunda-feira, o que não aconteceu. ''Já havíamos feito uma rodada de negociações na Procuradoria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e esta data foi estipulada. Como não houve cumprimento no acordo, o protesto foi realizado hoje (ontem) pela manhã'', explicou ele.
Mendes comentou ainda que o sindicato entrou em contato com a matriz em Cascavel, mas não houve um posicionamento sobre uma nova data para sanar estas questões trabalhistas. Segundo o diretor, em alguns casos, a Diplomata não teria depositado o FGTS enquanto os funcionários estavam trabalhando no abatedouro. ''Nestes casos, entramos com uma medida cautelar para tentar liberar o seguro desemprego destes colaboradores mesmo sem os depósitos.''
Hoje, às 15 horas, está agendada no Ministério do Trabalho uma nova rodada de negociações para tentar solucionar o impasse dos pagamentos. ''O MTE notificou a empresa para que um representante compareça à nova mesa de negociações'', concluiu o diretor do sindicato. Até o fechamento desta edição, a FOLHA não obteve resposta da assessoria de imprensa da Diplomata a respeito das negociações.
Prejuízo
Além dos colaboradores da Diplomata, por volta de 150 produtores integrados à empresa na região de Londrina estavam com dificuldades de alimentar suas aves devido à falta do recebimento da ração, que é de responsabilidade da empresa. Eles também disseram que a Diplomata não havia determinado um novo abatedouro para entregar as aves e que os pagamentos estão atrasados.
Em entrevista a reportagem da FOLHA deste mês, alguns chegaram a dizer que os frangos estavam comendo ''uns aos outros'' e teriam que ''eliminar'' as aves.


