Trabalhadores protestam contra reforma da Previdência
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quarta-feira, 06 de dezembro de 2017
Folhapress 
São Paulo - Trabalhadores de diferentes categorias promoveram atos nesta terça-feira, 5, contra a reforma da Previdência em diversas cidades. De acordo com a CUT (Central Única dos Trabalhadores), uma das centrais que convocou o movimento, as mobilizações ocorreram em 25 Estados. Para os trabalhadores, apesar de mudanças na proposta original, a reforma ainda representa perda de direitos. O governo defende que a reforma é necessária para reduzir o deficit e garantir o pagamento de aposentadorias e outros benefícios no futuro.
Convocada por centrais sindicais, a mobilização inicial era para uma greve geral um dia antes de a Câmara dos Deputados votar a reforma. No entanto, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, adiou a votação por causa da falta de votos suficientes para a aprovação - são necessários 308 votos. Com o adiamento, as centrais sindicais decidiram também suspender a greve geral.
Um das categorias que aderiu ao movimento foi a dos analistas-tributários da Receita Federal. Pela manhã, eles fizeram atos em aeroportos com o objetivo de convencer deputados que estão viajando para Brasília e também os que estão chegando na cidade a votarem contra a reforma.
"Conhecemos a realidade principalmente da arrecadação previdenciária e a gente sabe que a arrecadação tem muitos problemas, muitos devedores, muita sonegação. A gente sabe que esse é o principal problema da Previdência e uma reforma tem primeiro que discutir esse ponto", diz o diretor do Sindireceita (Sindicato Nacional dos Analistas-Tributarios da Receita Federal do Brasil), Odair Ambrosio.
De acordo com o Sindireceita, levantamento feito em março deste ano aponta que a Receita tem cerca de R$ 1,67 trilhão de créditos a receber, incluindo os débitos parcelados e com exigibilidade suspensa por litígios administrativos ou judiciais. Deste total, 79,64% (R$ 1,33 trilhão) estão suspensos em processo administrativo ou judicial.
Em Londrina, o movimento dos sindicatos no Calçadão teve baixa adesão de trabalhadores.


