Trabalhadores protestam contra atrasos de salários e benefícios
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segunda-feira, 04 de março de 2002
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba Cerca de 300 funcionários da Porcelana Schimdt, de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, protestaram ontem em frente ao Ministério Público do Trabalho da Capital, onde os diretores da empresa estavam em reunião com líderes sindicais, para reivindicar o pagamento de salários e benefícios atrasados. Não foi feito acordo e nova reunião está marcada para amanhã. Hoje de manhã será feita assembléia com os 700 funcionários para discutir os problemas da empresa.
À tarde, os trabalhadores foram à Prefeitura de Campo Largo, que se dispôs a ceder médicos para a família dos funcionários enquanto os convênios da Schimdt não se regularizarem. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Cerâmica e Porcelana do Paraná (Sindeiesp), estão atrasados os salários de janeiro, férias e cesta básica. Na reunião de ontem, a empresa propôs pagar o salário de fevereiro em quatro vezes, mas os representantes dos funcionários não aceitaram.
Segundo o tesoureiro do Sindeiesp, Everaldo Galvão, os funcionários da Schimdt já paralisaram as atividades duas vezes em dezembro, porque o pagamento do salário estava atrasado. Depois eles não queriam pagar o 13º, mas nós fizemos greve e pagaram, disse. A empresa alega que não tem dinheiro, mas é só a gente pressionar que eles pagam, acrescentou.
O gerente da empresa, Martin Alfredo Schimdt, disse que os ataques terroristas aos Estados Unidos e a crise na Argentina prejudicaram as vendas. As exportações eram de 30% e agora não chegam a 10%, relatou. A produção mensal é de cerca de 2,5 milhões de peças. O gerente disse que muitos hóteis brasileiros protelaram pagamento à Schmidt, já que a falta do turista argentino prejudicou o ramo. Segundo ele, as perspectivas são de melhora nos próximos meses. Mas agora só temos o salário de janeiro atrasado e vai ser pago amanhã (hoje), afirmou.


