O governador Beto Richa reuniu-se ontem, em Curitiba, com representantes da Força Sindical, entidade que no Paraná representa mais de 1 milhão de trabalhadores. A pauta do encontro foi o reajuste do salário mínimo regional do Estado, atualmente em R$ 663,00. Embora diga que há margem para negociação, a Central propôs um percentual de cerca de 10% de aumento e ainda solicitou investimentos em qualificação de mão de obra e apoio às comemorações do Dia do Trabalho, em 1º de maio.
O presidente da Força Sindical, Sérgio Butka, disse à Agência Estadual de Notícias que apresentou ao governador a proposta de que o reajuste do piso estadual seja a média dos reajustes concedidos pelas classes econômicas do Paraná, acrescentada a reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) 2010. O INPC, que fechou o ano em 6,47%, serve como base para os reajustes salariais. ''Nossa proposta é que o piso seja reajustado em aproximadamente 10%. Mas não queremos engessar a questão. Confiamos que o governador vai chegar em um consenso'', disse Butka.
''Num bom entendimento, vamos entrar em um acordo justo para o desenvolvimento do Paraná. A reunião foi muito importante para que o Estado conheça a necessidade dos trabalhadores paranaenses'', disse o governador. Ele afirmou que o índice de reajuste não está definido e que estuda uma forma equilibrada de atender ao anseio dos trabalhadores sem prejudicar os empresários. ''Vamos sentar e definir o justo. O Paraná precisa crescer'', destacou.
O secretário do Trabalho, Luiz Cláudio Romanelli, disse que o encontro foi um importante canal de aproximação do movimento sindical com o governador. ''Para a definição desse ajuste temos o governo, o empregador e o trabalhador. É nosso papel como governo avançar nas conquistas do trabalhador e ao mesmo tempo fazer com que as empresas tenham competitividade. Então vamos mediar as negociações e buscar uma saída justa'', afirmou.
Também durante o encontro, foi discutida a necessidade urgente de investimentos para qualificar a mão de obra no Estado. No litoral, por exemplo, alguns trabalhadores do Porto de Paranaguá não têm capacitação técnica para operar o maquinário. A sugestão foi que o Governo implante uma unidade de ensino técnico na cidade.

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