Curitiba - Os trabalhadores avulsos do Porto de Paranaguá realizaram uma paralisação de 12 horas ontem, o que levou o terminal portuário a ficar com a maior parte das atividades sem operação. O movimento teve a participação de cerca de 3 mil pessoas entre estivadores, arrumadores, vigias, consertadores, conferentes e motoristas autônomos. Com a paralisação não houve movimentação de granéis sólidos, soja, farelo, fertilizantes e carga geral.
De acordo com estimativa realizada pelo presidente do Sindicato dos Estivadores, Arivaldo Barbosa José, deixaram de ser movimentadas ontem 216 mil toneladas no embarque e 10 mil no desembarque. Os estivadores e os operadores portuários não tinham ontem um levantamento do prejuízo financeiro que a paralisação provocou.
O sindicalista disse que só funcionaram ontem as operações do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), da empresa Marcon (carga geral) e da Fospar (fertilizantes). Ontem, os trabalhadores fariam uma assembléia no início da noite para decidir sobre os rumos do movimento. Hoje, eles têm uma reunião marcada às 10h30 com o governador Roberto Requião, no Palácio das Araucárias.
Segundo Barbosa, Requião deve nomear uma comissão para ajudar nas negociações. Às 14 horas haverá uma reunião com o Sindicato dos Operadores Portuários para tentar chegar a um acordo. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) informou que o governo do Estado e a própria administração portuária se colocaram à disposição para atuarem como mediadores das negociações entre os trabalhadores e os operadores portuários. A Appa não tinha estimativa de prejuízo causado pela paralisação de ontem.

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