Sindicalistas paraguaios da hidrelétrica binacional Itaipu exigiram ontem tratamento igual aos dos colegas brasileiros na maior represa do mundo, construída no limite entre os dois países sobre o caudaloso rio Paraná. Em 500 carros e caminhonetes, os trabalhadores viajaram 350 km desde a fronteira leste para se manifestar em frente à embaixada brasileira e ao congresso ao mesmo tempo que percorreram em caravana o centro de Assunção. A mobilização gerou irritantes engarrafamentos pela manhã, segundo testemunhas. Os sindicalistas exigem o fim do ‘‘tratamento discriminatório’’.
Expedito Velázquez, secretário do Sindicato de Trabalhadores de Itaipu, lado paraguaio, afirmou que os operários brasileiros receberam 33 milhões de dólares como indenização enquanto aos paraguaios foram oferecidos apenas 11 milhões. ‘‘Queremos ser pagos como os brasileiros. Não aceitamos ser tratados como trabalhadores de segunda classe só pelo fato de sermos paraguaios’’, precisou.
Segundo ele, Itaipu resolveu dar aos operários brasileiros um montante três vezes maior do que o destinado aos paraguaios que, como reação, decidiram fazer três dias de greve semanais. A medida já dura três semanas.

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