Curitiba - Os trabalhadores que prestam serviços nas empresas Pampa e Telsul, contratadas para instalações e reparos de telefones para a Brasil Telecom, decidem hoje se prosseguem ou não com a greve iniciada no final da tarde de anteontem. A paralisação atinge 70% da categoria, calculada em 1.600 funcionários. O restante está na ativa para cumprimento da lei que prevê a manutenção mínima de serviços essenciais, explicou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Instalações Telefônicas do estado do Paraná (Sintitel), Osmar Cruz.
Com o protesto, Cruz disse que os trabalhadores estão deixando de fazer em média 3 mil atendimentos diários, entre instalações e reparos de telefones em Curitiba e região. Eles protestam pela queda consecutiva dos salários e do valor dos contratos firmados, a cada vez que a Brasil Telecom elege uma nova empresa para terceirizar seus serviços. Nos últimos três anos, a empresa de telefonia recorreu a quatro empresas de forma consecutiva para repassar a concessão dos serviços de instalações e reparos, ''sem fazer um investimento'', frisou Cruz.
A preocupação dos trabalhadores, caso a empresa aceite a proposta enviada, é com a garantia de emprego na volta ao trabalho. Eles pedem quatro meses de estabilidade. A gota d'água para o protesto foi a redução do piso salarialde R$ 450,00 para R$ 374,00, a queda no aluguel dos veículos de R$ 500,00 para R$ 350,00 mensais, a extinção da cesta básica no valor de R$ 300,00 e o desconto do combustível no valor de R$ 300,00, custo que não havia com a empresa anterior.

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