Arapongas Mais de três horas não foram suficientes para que trabalhadores e empresários da indústria moveleira de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) chegassem a um consenso. Ontem de manhã foi realizada mais uma rodada de negociação na sede do Ministério do Trabalho, em Curitiba. Esta foi a oitava reunião entre os sindicatos patronal e de empregados no ano. Segundo informações dos dois sindicatos, o ponto de impasse desta vez foi o banco de horas. Os empresários acenam com um reajuste salarial superior a 7%, que já foi concedido neste mês, se os funcionários aceitassem a implantação do banco de horas.
De concreto, só duas coisas ficaram definidas. Já ficou marcada para a próxima terça-feira, às 14h30, outra rodada de negociação na sede do Ministério do Trabalho em Curitiba. Em segundo, os dois sindicatos irão discutir em assembléia os pontos levantados durante a reunião de ontem até o final desta semana. Consultado pela reportagem, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Moveleira de Arapongas, Manoel Francisco da Silva, descartou a implantação do banco de horas.
Segundo ele, os trabalhadores não irão aceitar um reajuste salarial menor do que 10%. ''Algumas empresas já fecharam acordos individuais e irão conceder o aumento. Como uns irão ganhar mais do que os outros? Eles não vão aceitar isso'', afirmou. O piso da categoria é R$ 423, por uma jornada de 44 horas semanais. Neste mês, as indústrias moveleiras reajustaram o piso em 7%, mesmo sem a formalização da Convenção Coletiva de Trabalho. Com isso, o piso ficou R$ 452,77.
O advogado do Sindicato da Indústria Moveleira (Sima), José Manoel Fernandes, informou que as empresas aceitam conceder um reajuste superior a 7% somente se for implantado o banco de horas. Ele acrescentou que o percentual de aumento seria definido em assembléia. Fernandes ainda afirmou que o desconto dos dias parados será decidido pela Justiça do Trabalho, que já está analisando a legalidade da greve dos trabalhadores. A greve geral foi deflagrada no início da semana mas durou somente um dia. Neste, a estimativa do Sindicato dos Trabalhadores foi que a paralisação teve a participação de cerca de 70% dos mais de 5 mil funcionários mas o sindicato patronal nega e afirma que, das 150 empresas, apenas 20 paralisaram as atividades.

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