Curitiba - Ontem, os trabalhadores avulsos do Porto de Paranaguá voltaram ao trabalho depois de 11 dias de operação-tartaruga. A juiza Kerly Cristina Nave dos Santos, da 2 Vara do Trabalho de Paranaguá, decidiu na noite da última quarta-feira que os trabalhadores avulsos devem fazer fazer a escala de trabalho com intervalo de 11 horas de descanso. Com isso, ela determinou o retorno à escala antiga que tinha sido alterada no início de abril pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo) para seis horas de trabalho por 18 de folga.
A magistrada atendeu a um pedido do Ministério Público do Trabalho do Paraná. A juíza determinou ainda que a decisão seja cumprida no prazo de 24 horas a serem contadas a partir do momento que o Ogmo seja notificado, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, em favor do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Calado
A Capitania dos Portos do Paraná deve reduzir, nos próximos dias, o calado máximo no Canal da Galheta, no Porto de Paranaguá. Hoje, o calado permitido é de 11,89 metros. Uma reunião entre a Capitania, a praticagem e a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) definiu a necessidade da redução do calado que será publicada pela administração do porto através de uma Ordem de Serviço que definirá os novos limites da navegação. A Capitania ainda não tem informações de quanto será a diminuição do calado máximo permitido.
O líder da oposição na Assembléia Legislativa, deputado Valdir Rossoni, calcula que mais de 2 milhões de toneladas poderão deixar de embarcar em 2008 por Paranaguá com a nova redução do calado dos navios prevista pela Capitania dos Portos. A Appa informou que tenta resolver o problema da falta de dragagem no porto de duas formas: a compra de uma draga e a contratação emergencial do serviço.

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