Carmem Murara
e Redação
O Dia Nacional de Paralisação mobilizou ontem petroleiros, bancários, professores e integrantes do Movimento dos Sem Terra em todo o Paraná. Em Curitiba, o MST roubou a cena das manifestações. Integrantes do
Movimento começaram a se concentrar em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná, na Praça Santos Andrade, e saíram em passeata pelas ruas até chegar à Boca Maldita, por volta das 11 horas. O protesto contou com a participação de cerca de 500 pessoas, segundo a Polícia Militar.
Com carros de som, faixas e palavras de ordem contra o presidente Fernando Henrique Cardoso, os manifestantes pararam em frente a algumas agências bancárias. Interromperam o atendimento em 25 agências, sendo que 15 que ficaram fechadas todo o dia. Ao todo, 1,5 mil de um total de 2,3 mil bancários fizeram greve.
Apesar de serem de diferentes segmentos da sociedade, os manifestantes protestavam contra a política econômica do governo federal. O aumento da taxa de desemprego é um dos maiores descontentamentos. ‘‘Não dá mais para conviver com uma política que não estimula o emprego e leva o País ao sufoco’’, reclamava o presidente da CUT no Paraná, Roberto van der Osten.
No meio da manifestação, se sobressaíram as bandeiras vermelhas do Movimento Sem Terra. Acampados há cinco meses em frente ao Palácio Iguaçu, eles engrossaram a manifestação. Os estudantes e professores da Universidade Federal do Paraná também estavam em grande número.
Os petroleiros não chegaram a interromper o trabalho, mas fizeram às 7h30 uma assembléia em frente à refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária, o que atrasou em meia hora o início do turno.
Em Londrina, o protesto organizado pelo Fórum Municipal por Terra, Trabalho, Cidadania e Soberania em frente ao Sine (Sistema Nacional de Empregos) reuniu representantes de sindicatos, partidos políticos, organizações de classe e movimentos populares. Paulo Lima, um dos organizadores, disse que o Sine é símbolo do desemprego no Brasil.
Em Maringá, poucas pessoas participaram da mobilização. Um dos órgãos que estava articulando o protesto na cidade era o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá. Não mais que 50 pessoas participaram.

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