Trabalhadores discutem redução de jornada em SP
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quarta-feira, 24 de maio de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Perto de 36 mil trabalhadores metalúrgicos e da construção civil participaram ontem de assembléias nos portões de quase 90 empresas de São Paulo, promovidas pela Força Sindical para discutir a redução de jornada de trabalho. Com isso, houve atraso no início do trabalho de 30 minutos a duas horas, dependendo da duração da assembléia. Na semana passada, as mini-paralisações por redução de jornada envolveram outros 30 mil trabalhadores.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, defende uma mudança no artigo sétimo da Constituição para que o tempo semanal de trabalho seja reduzido de 44 horas para 40 horas. Segundo ele, isso criaria 1,7 milhão de empregos o cálculo foi feito pelo Dieese.
O levantamento das assembléias e paralisações realizadas foi feito por dezenas de diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e do Sindicato da Construção Civil, que se espalharam pelas empresas antes da entrada dos funcionários e à tarde fizeram seus relatos aos representantes da central. Já existem empresas querendo negociar a redução de jornada, disse Paulinho. Mesmo assim, decidimos esperar um pouco para sentir se há clima para negociar isso de forma mais ampla.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) havia anunciado uma greve geral de metalúrgicos, no dia 2 de junho, em defesa da redução de jornada e também da criação de um contrato nacional de trabalho para a categoria, que reduzisse distorções regionais de direitos e salários. A greve, contudo, saiu da pauta, pois não há mobilização suficiente.


