Curitiba - Os trabalhadores da montadora de veículos Renault, localizada em São José dos Pinhais, ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado, caso a empresa aplique algum tipo de punição para quatro representantes dos funcionários. De acordo com informações dos trabalhadores, a companhia está ameaçando demitir os quatro delegados sindicais. Os funcionários da linha de produção teriam sido obrigados a trabalhar em regime de hora extra no último sábado.
A empresa teria aberto processo investigatório contra os quatro representantes com possibilidade de demissão por justa causa. Ontem, os metalúrgicos fizeram uma assembléia para votar contra ou a favor da punição dos delegados sindicais. Hoje, acontece uma nova assembléia às 5 horas da manhã. Os funcionários deram um prazo de 72 horas para a montadora apresentar uma posição sobre o assunto. O fato foi relatado à FOLHA por e-mail encaminhado pelo delegado sindical Robson Vieira da Silva.
Em nota encaminhada ontem a noite à Redação, a Renault explica que 'para realizar ajustes nos volumes de produção, foi programado expediente para o último dia 19 - sábado, nas unidades industriais da empresa, no Complexo Ayrton Senna. Uma ação de delegados sindicais da empresa impediu a produção neste dia de centenas de veículos. ''Estas pessoas impediram o livre acesso dos ônibus de transporte dos colaboradores às instalações fabris, com o que imperam também a circulação de pessoas e veículos na região''.
A nota diz ainda que a Renault suspendeu os causadores do transtorno e pediu à Justiça que apure os fatos. Neste momento, os delegados sindicais estão afastados, mas não estão demitidos da empresa. ''É política mundial da Renault ter delegados sindicais e um canal aberto de negociação com os sindicatos em todos os paises do mundo onde a Renault atua'', diz a nota.

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