Trabalhadores da Iguaçu estão sem receber salário
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segunda-feira, 08 de abril de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
Os trabalhadores de obras da construtora Iguaçu do Brasil ficaram sem receber o salário do mês de março, depois que o dono da empresa, o ex-prefeito de Mandaguari Carlos Alberto Campos de Oliveira, foi preso por suspeita de estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica na venda de imóveis em condomínios. O Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário (Sintracom) de Londrina faz às 18h de hoje, na sede da entidade, uma reunião com 75 empregados e 25 terceirizados, para definir uma ação conjunta na Justiça para pedir a quitação da dívida.
O problema é que a Promotoria de Defesa do Consumidor já pediu o sequestro de bens de Oliveira e de pessoas ligadas à construtora, como parte do inquérito que investiga a suposta ação fraudulenta da Iguaçu em Londrina. "De qualquer forma, os funcionários querem conseguir a baixa na carteira pela Justiça, para que possam receber o Fundo de Garantia (por Tempo de Serviço FGTS) para pagar as contas e procurar outro serviço", diz o secretário de finanças adjunto do Sintracom, Antonio José Lima do Nascimento. Ele afirma ainda que a empresa não teria depositado o FGTS dos funcionários nos últimos 3 anos.
Inquérito
O delegado Alan Flore, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), afirmou ontem que desmembrou o inquérito sobre a Iguaçu por empreendimento, para facilitar a identificação de clientes e de valores. O Gaeco investiga a empresa pela venda de imóveis em ao menos 12 condomínios residenciais em terrenos que não foram quitados, para os quais não havia certidão de propriedade em nome da empresa ou sem licença para loteamento na prefeitura. Além de Oliveira, mais duas pessoas estão presas.
Mais de 600 pessoas venderam terrenos ou compraram imóveis da Iguaçu em Londrina, com prejuízo de mais de R$ 60 milhões, segundo contas dos clientes.


