Cerca de 250 trabalhadores, ligados ao Sindicato dos Oficiais Marceneiros (Sompar) do Paraná, se reuniram ontem, em Uraí, durante uma assembleia, para discutir o impasse entre eles e o grupo de empresários que possui duas fábricas de móveis na região, a Serra Morena, em Uraí, e a Armelindo Ortiz, no município vizinho de Leópolis.
Eles alegam que as duas linhas de produção foram fechadas em novembro do ano passado, mas que nenhum dos funcionários recebeu verbas rescisórias.
De acordo com o advogado Jorge Custódio Ferreira, que representa os trabalhadores, a dívida da empresa com ex-funcionários passa de R$ 2 milhões. Além de uma série de ações individuais contra os empregadores, o Sompar entrou com uma medida na Justiça do Trabalho de Cornélio Procópio para bloquear os bens das empresas e garantir o pagamento da dívida. "Eles fizeram uma proposta de pagar uma parte em 18 vezes e o restante seria pago com a venda de um imóvel que custa R$ 500 mil, mas os trabalhadores só aceitam o parcelamento em 12 vezes", afirmou Ferreira.
A reportagem da FOLHA tentou entrar em contato com sócios e representantes das empresas, mas nenhum deles foi encontrado para comentar o assunto até o final desta edição. Na fábrica Serra Morena, em Uraí, duas funcionárias, que não quiseram se identificar, chegaram a atender a reportagem pelo telefone. A primeira confirmou o fechamento da fábrica e que "apenas a parte de escritório funciona", mas os proprietários não estavam no momento. A segunda afirmou que expediente já havia encerrado naquele horário.
O advogado das empresas foi contatado pelo telefone celular, mas não atendeu as ligações.

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