Trabalhadores avulsos retomam atividades
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sexta-feira, 05 de maio de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os trabalhadores avulsos do Porto de Paranaguá decidiram em assembléia realizada na noite da última quinta-feira voltar ao trabalho depois de uma paralisação que durou 48 horas. Na última terça-feira, 3.500 estivadores, arrumadores, vigias, trabalhadores de bloco, consertadores e conferentes paralisaram as atividades. O motivo da paralisação foi uma decisão judicial que modificou o sistema de trabalho.
Eles decidiram voltar depois que o juiz da 2ªVara do Trabalho de Paranaguá, Carlos Kaminski, deu um prazo de 60 dias para que o novo sistema de trabalho eletrônico dos trabalhadores seja ajustado. Segundo informações da Delegacia Regional do Trabalho do Paraná (DRT-PR), caso não seja ajustado o sistema de trabalho, o Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo) estará sujeito a uma multa diária retroativa no valor de R$ 100 mil.
Nestes 60 dias, os trabalhadores vão continuar no sistema antigo de trabalho no qual podem escolher o navio que irão trabalhar. O Porto de Paranaguá informou que ainda não tem uma estimativa das perdas que foram provocadas pela paralisação. Ainda segundo informações do porto, o embarque de grãos que é realizado por ship loader não foi paralisado. O maior prejuízo ficou com as cargas gerais.
Entre as reivindicações os trabalhaores são contra a extinção do cargo de fiscal que fica no porão das embarcações. Também são contrários a mudança no horário de trabalho que antes era escolhido por eles e agora mudou para uma escala de seis horas de trabalho e 11 de descanso.


