Warren NabucoPioneirosAntonio Pinheiro, João Amâncio e Wilson Francisco: sócios da entidade que funciona há cinco anos no Conjunto Maria Cecília, em LondrinaAntonio Pinheiro diz que existem cooperativas e coopergatos. ‘‘A minha é cooperativa (dos Trabalhadores Autônomos de Londrina - Cooperdol), que recolhe INSS, que tem alvará de licença e um fundo de final de ano, equivalente ao 13º salário, e tem um fundo de descanso, férias, no caso’’. Pinheiro é um dos primeiros sócios da entidade que funciona há cerca de cinco anos no Conjunto Maria Cecília e que tem um minimercado aberto para os cooperados e consumidores. Pinheiro conta que antes de entrar no sistema tinha muita dificuldade de se encaixar no mercado de trabalho. Faltava todo tipo de estrutura. Hoje ele fala que trabalha no mesmo edifício há mais de três anos e garante que não tem nenhum vínculo empregatício, nem com o prédio, nem com a cooperativa.
‘‘Nós conhecemos a lei do cooperativismo e trabalhamos dentro da lei, e queremos destacar que ser cooperado não é o último recurso para quem está passando fome. Ser cooperado é rentável, no nosso caso, é ganhar mais que o salário mínimo, é viver melhor’’. Cumprindo turnos de 9 horas/dia como porteiro e fazendo um pouco de faxina, Pinheiro tira em média R$ 400 por mês. O piso da categoria por 7h20 trabalhadas/dia está por volta de R$ 240.
João Amâncio parece mais entusiasmado ainda que Pinheiro, quando fala das oportunidades que surgiram depois que ele entrou no grupo. Amâncio é o mais velho de todos. Cooperado há oito meses, ex-pedreiro e vendedor de ‘raspinhas’ - vendedor, porque não arrumava outra ocupação. Para ele, ‘‘ficou fácil arrumar serviço’’. Está ganhando em torno de R$ 300 por mês.
Wilson Francisco Costa fez um ano de Cooperdol e levanta R$ 400 por mês, trabalhando como pedreiro ou fazendo manutenção na área em edifícios. Outros cooperados, com jornadas aos sábados e domingos, ganham em média R$ 150 por mês. Além de dividir as responsabilidades de cooperativistas, esses trabalhadores atuam na mesma área. A Cooperdol é prestadora de serviços em condomínios residenciais.
Presidente da entidade, Cacilda Araújo Botelho explica que os cerca de 120 cooperados fazem limpeza em edifícios, jardinagem, faxina, portaria, vigia. Ela diz que nem lembra mais o número de condomínios atendidos pela Cooperdol. Sabe que passa de 50. ‘‘Nós estamos de plantão 24 horas/dia; trabalhamos com celular’’, comenta, já informando que quem trabalha mais, ganha mais. ‘‘E aqui tem gente muito esforçada, trabalhando direto, dia e noite, muitas vezes’’. Cacilda está sendo chamada para dar palestras em outros municípios. Toledo será o próximo. (B.F.)

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