Trabalhador também vê vantagem

Trabalhadores dizem que poderiam fazer bom uso de mais flexibilidade no trabalho. O auxiliar administrativo Douglas Prado diz acreditar que a possibilidade de almoço em no mínimo 30 minutos daria mais agilidade ao trabalho. "O almoço às vezes acaba sendo massante. Em tempo menor acaba aumentando a produtividade. É mais prático porque às vezes você está fazendo alguma coisa, almoça e já volta."
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Já o repositor Milton de Aquino se vê atraído por uma flexibilidade maior na jornada de trabalho, em comum acordo com o empregador. "Fazer 30 minutos de almoço e sair mais cedo, fazer horas a mais para no fim de semana poder não ir", diz. Poder parcelar as férias em até três vezes, para a auxiliar de estética Caroline Gonçalves, seria interessante em algumas ocasiões. "Às vezes sim, às vezes não."
Segundo o advogado Fernando Alves, o ponto da Reforma que trará impacto mais imediato às empresas é o pagamento de prêmios. Como os prêmios não mais integram a remuneração do empregado, os empregadores se verão mais incentivados a premiar seus trabalhadores.
"Atualmente, os prêmios integram a remuneração do empregado, com repercussões que acabam onerando um benefício financeiro voluntariamente concedido. Na prática, os empregadores simplesmente não premiam seus trabalhadores. Ao definir que os prêmios não geram repercussões financeiras, os empregadores poderão criar campanhas eventuais que premiem os melhores dentre seus trabalhadores. É dinheiro no bolso do trabalhador", diz o advogado.





