Trabalhador reclama de demora para receber expurgos
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quinta-feira, 24 de outubro de 2002
Benê Bianchi<br> Reportagem Local 
Mesmo tendo em mãos todos os documentos que comprovam seu direito de receber os expurgos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ocorridos nos planos econômicos Collor 1 (44,8%, março de 1990) e Verão (16,64%, janeiro de 1989), o ex-bancário Adevanil Generoso não consegue ter acesso ao dinheiro.
Generoso, que é coordenador do Movimento Nacional dos Mutuários do Sistema Financeiro/Itaú, relata ter feito a requisição dos extratos bancários ao Itaú ele tinha o FGTS no Banestado há mais de um ano. Com as informações obtidas no banco, detectou que tinha R$ 1.897,00 para receber. Em novembro do ano passado, ele assinou a proposta de adesão feita pelo governo.
''De lá para cá fui inúmeras vezes ao Posto de Atendimento do Trabalhador, autentiquei as cópias dos extratos, conforme me foi solicitado, dei entrada no processo com pedido de informações há mais de 30 dias e nada adiantou'', reclama. Segundo ele, o Banco Itaú não libera o pagamento e não lhe presta nenhuma informação.
Na Caixa, o gerente de mercado, José Roberto Matheus, disse que, oficialmente, todos os bancos já repassaram as informações necessárias para o pagamento aos trabalhadores das diferenças relativas aos expurgos. ''Os que acharem que os valores não condizem com o esperado ou têm outra reclamação estão entrando com pedido de revisão e os bancos têm 30 dias para enviar informações'', disse.
Até ontem, o caso de Generoso era a única reclamação, em Londrina, não respondida pelo banco dentro do prazo estipulado. A assessoria de imprensa do Itaú informou que o banco entrou em contato ontem com Adevanil Generoso e que em 15 dias ele irá receber o dinheiro.


