'Trabalhador qualificado só muda se não for valorizado'
O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina (Sindecolon), José Lima do Nascimento, concorda que há uma grande rotatividade de trabalhadores no setor, no entanto, segundo ele, restrita aos supermercados. Para Nascimento, a alta jornada de trabalho, o salário reduzido e o uso de "banco de horas, ao invés do pagamento de horas extras" afastam os trabalhadores. "Na primeira oportunidade que tem, o trabalhador abandona", ressalta. Para o presidente do Sindecolon, porém, os trabalhadores que recebem qualificação pela empresa tendem a permanecer nela e saem apenas se não forem valorizados. "Às vezes a pessoa se capacita, exerce a função corretamente, mas continua ganhando como estagiário. Se uma outra empresa oferece um pouco mais, ele vai", explica. O piso salarial dos empregados do comércio em Londrina (que representa toda a região metropolitana) é de R$ 928. O presidente do Sindecolon considera o valor apenas "razoável". "Deveria ser R$ 1.500", conclui. (C.F.)





