Trabalhador deve ter resultados como meta
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A crise financeira que afetou a economia mundial a partir de outubro do ano passado exige um novo perfil de trabalhador tanto para conseguir uma vaga como para manter-se empregado. O turbilhão que assolou a economia deixou um rombo de 29.065 demissões no Paraná e 692.117 no País entre outubro de 2008 e março deste ano. Com isso, o mercado mudou as exigências para contratar e também para quem já faz parte do quadro de funcionários.
''Se não fosse a crise, o Estado teria um saldo positivo de empregos (nos últimos seis meses)'', disse o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cid Cordeiro. O head hunter Bernet Entschev disse que as empresas querem, principalmente, funcionários que apresentem resultados.
Ele destacou que, com a crise, a competição entre as empresas aumenta porque passam a buscar a sobrevivência, ou seja, ter produtos e serviços que os clientes se disponham a pagar. Com isso, a tendência é que as empresas baixem preços, melhorem serviços, busquem ser mais produtivas e enxutas para sobreviverem.
Os trabalhadores que ocupam cargos de chefia precisam ter habilidade de motivação, de comunicação e de direção também para poder entregar resultados. O empregado deve ser profundamente focado no trabalho e voltado para o próprio desenvolvimento. Precisa ainda desenvolver o próprio potencial e ser capaz de assumir outras responsabilidades. O profissional deve ser multifuncional. ''Mais do que tudo o importante é a entrega de resultados. Se não fizer isso, está fora'', disse.
Para quem está desempregado, as dicas dele são, em primeiro lugar, conhecer a si próprio, as suas potencialidades e fraquezas. Em seguida, identificar os negócios que possam ser desenvolvidos pela pessoa como setores e empresas nos quais possa trabalhar.
As fontes para conseguir uma vaga podem ser agências de emprego, amigos, empresas, e até mesmo indicações de pessoas do convívio como o padre, o pastor, o amigo do clube e até a vizinha. ''Um pouco de agressividade pode fazer a vaga cair no colo'', disse.
Segundo ele, os setores que estão com mais oportunidades de vagas são alimentação, supermercados, consultorias de gestão, concursos públicos, petróleo, energia elétrica, eólica, álcool e infraestrutura (portos, silos, estradas).
O economista do Dieese destaca que, com a crise aumentam as exigências em relação a qualificação e escolaridade. Ele lembrou que quando a economia estava crescendo havia escassez de mão-de-obra e relaxamento das exigências para a contratação. Segundo ele, o setor que mais tem queda do emprego é a indústria.
Renda - A boa notícia é que a renda do trabalhador começou a ter elevação a partir de 2004 e, desde aquele ano até agora teve um ganho real de 2,36%. Cordeiro explica que isso foi possível graças ao crescimento da economia e ao aumento do salário mínimo.
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