Trabalhador brasileiro deveria receber R$ 1.066, diz o Dieese
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quarta-feira, 04 de abril de 2001
Agência Folha De São Paulo 
O trabalhador brasileiro não poderia ganhar menos de R$ 1.066,68 no mês de março, de acordo com cálculos divulgados ontem pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos Sócio-Econômicos). O valor corresponde a 7,1 vezes o valor do salário mínimo de R$ 151,00 vigente no período.
A estimativa de piso salarial ideal do Dieese leva em conta o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para manter uma família, cobrindo suas despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transportes, lazer e previdência. O salário mínimo ideal de R$ 1.066,68 foi calculado em cima da cesta básica de Porto Alegre (R$ 126,97), a mais cara do País em março.
A pesquisa mostra que o preço do conjunto de gêneros de primeira necessidade de 13 das 16 capitais pesquisadas aumentou mês passado. A maior elevação ocorreu em Vitória (7,85%), seguida por Porto Alegre, com um aumento de 7,76%. Mais oito capitais do país registraram custo da cesta superior a R$ 100 em março: São Paulo (R$ 124,76), Belo Horizonte (R$ 118,83), Rio de Janeiro (R$ 117,60), Curitiba (R$ 116,19), Brasília (R$ 114,00), Florianópolis (R$ 105,96), Vitória (R$ 104,88) e Belém (R$ 102,48). Os menores valores foram apurados em Recife (R$ 87,24) e Salvador (R$ 89,11).
A cesta básica em São Paulo (SP) teve um aumento de 1,07% em relação ao custo de fevereiro. Os grandes vilões da cesta básica de São Paulo foram o feijão carioquinha (14,77%), batata (13,24%) e tomate (0,70%), que determinaram o aumento no custo da ração essencial do paulistano.
Dos 13 produtos que compõem a cesta básica do paulistano, registraram queda: açúcar refinado (-5,62%), café em pó (-3,90%), banana nanica (-2,00%), pão francês (-1,39%), manteiga (-0,70%) e carne bovina de primeira (-0,48%).


