A crise mundial não deverá afetar os planos da Toyota no Brasil. Com a inauguração ontem da segunda fábrica da marca em Indaiatuba (interior de São Paulo), a Toyota garantiu que o investimento não será afetado e que somente uma drástica mudança poderia prejudicar os planos futuros. ‘‘Não mudamos nossa estratégia por causa de abalos econômicos. Estamos há 40 anos aqui e já passamos por fases piores. Nossa visão é a longo prazo’’, salientou Shoichiro Toyoda, chairman da Toyota Motors Corporation.
A nova unidade de Indaiatuba produzirá o sedã médio Corolla, o carro mais vendido em todo o mundo. A meta da empresa no Brasil é colocar 2 mil Corollas ainda este ano no mercado e chegar a 12 mil uniddes vendidas em 1999. ‘‘Essa fábrica é apenas o início de um projeto ambicioso que preparamos para o Mercosul’’, garantiu Toyoda. A Toyota quer atingir o que ela chama de Global-10, ou seja, buscar 10% de participação no Mercosul. A nova unidade consumiu investimentos de US$ 150 milhões e demorou 18 meses para ser construída.
Inicialmente o Corolla ‘brasileiro’ conta com índice de nacionalização de apenas 47%. A carroceria e todo o conjunto mecânico do carro é importado do Japão. Essa é uma das razões do preço elevado do modelo nacional em relação a seus concorrentes. O preço inicial é R$ 27.750,00. O carro será comercializado no Brasil até atingir o índice de nacionalização de 60%, necessários para que o modelo receba benefícios fiscais de exportação. Depois passa também a ser vendido nos países do Cone Sul.
A fábrica de Indaiatuba tem capacidade para produzir 15 mil veículos por ano, podendo ser expandida para 20 mil unidades/ano. Com 220 funcionários, a fábrica é modesta quando se fala em robotização. Os robôs só estão presentes na fase de pintura do veículo. O aumento desse tipo de máquina só virá a partir de um possível aumento de produção. A Toyota já estuda a expansão da unidade de Indaiatuba para a produção de um outro carro, provavelmente um modelo compacto de baixa cilindrada. A área construída da fábrica atual ocupa somente 23 mil metros quadrados em um terreno de 1,5 milhão de metros quadrados.
O início da nova unidade em Indaiatuba não afetará a outra unidade da marca em São Bernardo do Campo, que continuará a produzir o utilitário Bandeirante. A Toyota é a terceira marca mais vendida no mundo e a líder de mercado no Japão há vários anos.DivulgaçãoMade in BrasilO Corolla, carro mais vendido no mundo, começa a ser fabricado no País para entrar no MercosulMaurício Della Barba

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