Toyota discute projeto de carro pequeno
A Toyota já começou a discutir com fornecedores do Brasil o projeto do carro pequeno que vai produzir no País. As informações são do superintendente da Toyota do Brasil, Shoji Shimo. A empresa não confirma ainda o nome do modelo, mas a empresa deverá optar pelo Funtime, cujo protótipo foi apresentado no Salão de Tóquio em outubro.
O carro pequeno vai ser fabricado no Brasil no início do ano 2000, conforme foi revelado recentemente pelo presidente mundial da Toyota, Hiroshi Okuda. Shimo informou ainda que 27 fabricantes de componentes já estão credenciados para fornecer peças para a linha Corolla, que começará a ser produzida no Brasil no 2º semestre. Vamos produzir o primeiro Corolla brasileiro em agosto e ir aumentando gradativamente o ritmo de montagem até outubro, quando inauguramos a fábrica de Indaiatuba.
Este ano serão fabricadas no Brasil 2 mil unidades do Corolla, um carro médio. Para 1999, a Toyota planejou fabricar 12 mil unidades. Mas Shimo disse ontem que a empresa não está satisfeita com a meta inicial. A fábrica de Indaiatuba receberá investimento total de US$ 1 bilhão.
A escolha dos fornecedores da Toyota tem sido rigorosa. O superintendente da montadora disse que inicialmente 45% do conteúdo do Corolla terá peças fabricadas no Brasil. Se alcançarmos a qualidade desejada aumentaremos o índice de nacionalização para 60%, completou.
A maior montadora do Japão tem hoje apenas 0,8% do mercado brasileiro. Mas suas metas são ambiciosas. Já no ano passado o volume de vendas cresceu 120%, num total de 14.529 veículos. O faturamento líquido passou de US$ 153 milhões em 1996 para US$ 305 milhões no ano passado. O faturamento bruto em 1997 somou US$ 421 milhões.
Shimo projeta uma queda no mercado brasileiro no primeiro trimestre por conta da alta dos juros. Mas deverá haver reaquecimento a partir daí e até o final do ano o mercado poderá chegar a mais de 2 milhões de veículos (pouco maior que o de 97).
A Toyota não deverá baixar preços por conta da desvalorização do iene. Vamos manter os preços porque fazemos o mesmo quando a moeda japonesa fica mais forte, explicou.





