A discussão sobre a aquisição pelo município da área onde está instalada a Toyo-Sen-I do Brasil, em Londrina (PR-445, saída para Curitiba), será retomada na próxima semana. A Câmara de Vereadores vota, na sessão de terça-feira, projeto de lei do vereador Célio Guergoleto, que autoriza a prefeitura a comprar os cerca de 130 mil metros quadrados, desde que tenha recursos disponíveis para isso. Há cerca de três meses, a prefeitura declarou a área de utilidade pública.
‘‘É um projeto autorizatório, só isso’’, destacou Guergoleto. No terreno, há barracões que totalizam 14 mil metros quadrados de área construída. No local, doado à multinacional japonesa em 1973, funcionou a indústria de processamento de rami da Toyo-Sen-I até cerca de três anos atrás. ‘‘A desativação ocorreu em virturde da crise provocada pela abertura do mercado e a invasão de produtos chineses no Brasil’’, informou o procurador jurídico da empresa, Roberto Kimura.
Segundo ele, a empresa está com as atividades paralisadas mas mantém em dia todos os tributos. Kimura adiantou que o atual presidente da empresa no Brasil, Eisako Tanaka, está desenvolvendo em Londrina uma pesquisa na área de essência natural – ele não quis adiantar detalhes do projeto – que pode levar a empresa a permanecer na cidade.
Paralelamente, sabendo do interesse da prefeitura na área, a multinacional também está negociando sua venda a um grupo econômico. Kimura não quis informar qual o setor de atuação do grupo. Segundo ele, foi realizada uma perícia que apontou um valor de mercado para a área de R$ 3,6 milhões. ‘‘O grupo interessado em adquirir o terreno está concluindo seu projeto. A prefeitura aprovando, ela pode revogar o decreto de utilidade pública permitindo-nos a venda da área sem que haja desembolso de dinheiro público’’, disse Kimura.

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