A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul divulgou ontem que devem ser sacrificados 22 animais nos três focos de febre aftosa identificados em Rio Grande, na região sul do Estado. Outros 196 animais deveriam ser eliminados em Alegrete, onde a doença também foi registrada, mas uma decisão judicial suspendeu a medida. Com a conclusão dos sacrifícios previstos nestas duas cidades, subirá para 826 o número de animais mortos por causa da aftosa - 608 já foram eliminados. - Ainda ficará faltando a avaliação dos animais atingidos pela doença em Quaraí. Em Rio Grande, o sacrifício irá esperar pelos resultados de laboratório de dois dos três focos, que ainda não ficaram prontos - apesar disso, a secretaria considera os três casos como confirmação clínica, elevando para 15 o número de focos registrados no Estado -, e por um laudo da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) sobre o terreno da região. A Fepam irá avaliar os riscos ambientais de abrir valas para enterrar os animais , pois o terreno do município é alagadiço.
O Rio Grande do Sul enviou hoje um ofício aos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário pedindo a liberação de mais um milhão de doses de vacinas contra a aftosa, que faltam para completar a aplicação do medicamento.
O secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Hermeto Hoffmann, disse ontem que o Circuito Pecuário Sul poderá recuperar seu certificado de área livre de aftosa com vacinação em setembro deste ano. Hoffmann informou, por intermédio de sua assessoria, que em setembro será realizada reunião da comissão de febre aftosa da Organização Internacional de Epizootias (OIE), quando o pedido poderá ser defendido.

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